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    24 de março de 2013

    Empreendedorismo Feminino

    Por Carla Bottino

    No post anterior falamos sobre as mulheres empreendedoras. Na semana passada aconteceu no Rio de Janeiro o Congresso Global de Empreendedorismo (GEC 2013). Nesta edição esteve presente uma americana, especialista e entusiasta pelo tema do empreendedorismo feminino.

    Ingrid Vanderveldt é uma especialista no chamado “empreendedorismo feminino”. Ela já construiu e vendeu duas empresas, fundou o Glass Forum, voltado a promover o empreendedorismo feminino, e criou um programa na TV americana, o “American Made”, veiculado em horário nobre pela CNBC. Atualmente, assumiu a missão de, até 2020, ajudar a levar um bilhão de mulheres ao redor do mundo ao poder, tendo sido nomeada a primeira Entrepreneur-in-Residence da Dell, com a função de identificar e desenvolver ideias e projetos que contribuam com start-ups e pequenas e médias empresas (PMEs) globalmente. Ela também supervisiona um fundo de US$ 100 milhões (Dell Innovators Credit Fund) nos Estados Unidos, voltado a ajudar empreendedores a iniciar seus próprios negócios. A empresária ainda financia 27 empreendedoras no Haiti, num projeto-piloto que pode chegar ao Brasil futuramente.

    Ingrid Vanderveldt concedeu uma entrevista ao Boa Chance, publica no site do jornal O Globo em 22 de março que será reproduzida, na íntegra, ao final deste post. Seguem alguns pontos que eu considerei interessantes:

    - ainda são poucos os modelos de mulheres empreendedoras bem sucedidas e, talvez por isso, as expectativas em relação ao comportamento das mulheres ainda sejam pequenas! isso permite uma maior liberdade para criar, ousar e se destacar!

    - além disso, pelo número reduzido de histórias de mulheres empreendedoras de sucesso, a mídia tem espaço para publicá-las. Já os homens terão que concorrer, uns com os outros, até por esse espaço!

    - paixão pelo negócio é um pre-requisito mais do que necessário para homens e mulheres. Os obstáculos ao longo do caminho são muitos e se você não for apaixonado pela ideia, não tiver confiança no seu projeto, muito provavelmente não terá gás (ou ânimo) para seguir em frente.

    - outro ponto fundamental, para homens e mulheres, é perceber que as falhas e os erros fazem parte do processo de empreender. Atualmente, muitos investidores querem saber quantas vezes o empreendedor falhou … e para os que tem essa preocupação, o grande o número de erros pode significar que um grande acerto está por vir. Cada falha, cada erro é fonte de enorme aprendizado mas infelizmente muitas pessoas se envergonham daquilo que não deu certo, ou que não saiu conforme o esperado.

    segue abaixo a entrevista concedida ao Boa Chance e publicada em 22/03/2013.

    O céu é o limite para o empreendedorismo feminino, diz especialista americana

    No Brasil para participar do Congresso Global de Empreendedorismo, Ingrid Vanderveldt afirma que ‘as mulheres podem ir para onde quiserem’

    Maíra Amorim

    Ingrid conversou com o Boa Chance sobre as vantagens das mulheres ao empreender, os obstáculos a serem vencidos e sobre seus projetos de incentivo ao empreendedorismo feminino.

    - Qual é a diferença entre homens e mulheres empreendedores?

    Não há tantas mulheres em cargos de liderança quanto homens. O percentual de mulheres empreendedoras está crescendo rapidamente, porque elas estão vendo o empreendedorismo como um caminho sólido para ter liberdade financeira, criar a vida que querem e poder dar apoio financeiro à família e à comunidade. Mas as mulheres não têm tantos modelos de sucesso como os homens.

    - Você diz que as mulheres têm vantagens quando se trata de empreendedorismo. Quais são?

    O céu é o limite. Como não há expectativas, podemos ser muito criativas para construir empresas de sucesso. Além disso, a mídia quer contar a história das mulheres empreendedoras e líderes, então temos isso como vantagem. Porque os homens estão competindo mais por esse espaço na mídia. Acho também que os investidores já sabem que as mulheres pertencem ao segmento de mais rápido crescimento no empreendedorismo, assim como agências governamentais, que também vêm desenvolvendo programas de apoio para que as mulheres tenham suas próprias empresas. Investidores, governos e empresas querem ver as mulheres sendo bem sucedidas como empreendedoras. Então há muitas oportunidades que elas podem aproveitar.

    - No Brasil, ainda falta um pouco para que os investidores enxerguem isso com tanta clareza. O que falta para isso acontecer?

    Não conheço tão bem o mercado brasileiro. E acho que, independentemente de você estar no Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa, em qualquer lugar do mundo, no fim das contas, os investidores estão preocupados em fazer bons negócios, conduzidos por excelentes líderes, que vão dar retorno financeiro a eles. Acho que quanto mais as mulheres investirem em educação para fazer negócios com investidores e aprenderem a ser confiantes e a ter clareza sobre seus números e métricas, mais chances elas vão ter de falar a mesma língua deles. Os investidores se preocupam é com resultado.

    - Então falta educação empreendedora às mulheres?

    Falta sim. E também falta confiança a elas. Mas a confiança também vem de saber o que você está fazendo, o que só é possível com educação. E falta educação sobre investimentos, para saber porque eles decidem fazer esse ou outro investimento. E ainda é necessário ter uma rede forte de apoio, que inclua outras mulheres.

    - O medo de falhar ainda impede muitas mulheres de empreender? Como evitar que isso aconteça?

    Não há nenhum CEO ou empreendedor que tenha atingido grande sucesso sem ter falhado em algo ao longo da vida. Acho que os homens já estão mais acostumados com esse processo: você tenta algo, não dá certo, então você parte para alguma outra coisa. Mas, para as mulheres, há tantas novidades. E falo por mim mesma: quando comecei a empreender, eu tinha a necessidade de saber todas as respostas. Eu queria que os investidores tivessem confiança em mim, então queria saber tudo. Mas eu não tinha nenhuma resposta e isso me deixava com muito medo. E, quando eu finalmente percebi que falhar faz parte do processo, consegui construir a confiança necessária para tentar coisas novas.

    - Acredita que as mulheres podem empreender em qualquer área? Mesmo aquelas que são dominadas por homens?

    Acho que as mulheres podem ir para onde elas quiserem. Especialmente porque, no final das contas, investidores e comunidades estão em busca de empresas de sucesso que criem valores e que sejam viáveis financeiramente. Não importa se você é homem ou mulher e em qual indústria atua. Meu conselho é que as mulheres façam o que queiram, façam aquilo por que são apaixonadas, sejam persistentes, encontrem um mentor, eduquem-se. E aprendam a ficarem confortáveis dentro do que é desconfortável. Porque ser empreendedor não é um caminho fácil. É muito desafiador, você pode se sentir sozinho, ter medo de não conseguir, acabar o dinheiro, ouvir dos outros que não dará certo.

    - Paixão é fundamental nesse caminho?

    Sem dúvida. Porque você vai ouvir tantos “nãos”, as pessoas vão dizer que a ideia é maluca, que o empreendedor é louco… Se a pessoa não estiver fazendo algo no que ela realmente acredite, são grandes as chances de desistir no meio do caminho. Eu passei por isso. Quando defini o objetivo de atingir 1 bilhão de mulheres até 2020, um dos meus melhores amigos disse que eu estava louca.

    - Como é esse projeto de “empoderar” um bilhão de mulheres até 2020?

    Há cerca de dois anos decidi que meu foco de trabalho deveria ser em “empoderar” 1 bilhão de mulheres até 2020. Queremos atingir esse objetivo por meio de três frentes. A primeira são os negócios. Meu trabalho com a Dell me garante uma plataforma global para fornecer tecnologia a mulheres ao redor do mundo. Dar a elas acesso a networks. A segunda área de atuação é por meio da criação de políticas. Acabo de me juntar ao Conselho de Empreendedorismo Global da Fundação das Nações Unidas, o que me permite focar na questão das mulheres de forma global. Posso discutir como podemos criar programas que vão facilitar o acesso das mulheres à educação para que elas possam criar as companhias que querem. E, em terceiro lugar, a mídia também me ajuda a atingir um bilhão de mulheres no mundo. Estou lançando um livro no ano que vem, que se chamará “Tornando o impossível possível”. Por meio da televisão e de outros veículos de comunicação, também posso me conectar com mulheres. Além disso, meu marido e eu financiamos algumas empreendedoras. Recentemente, financiamos 27 mulheres de uma comunidade no Haiti.

    - Como funciona isso?

    Começamos em novembro de 2012 fazendo o trabalho com uma escola local, mas agora tudo será on-line. O Haiti será nosso projeto-piloto, pois é uma comunidade de mulheres que não tem quase nenhum recurso. Estamos aprendendo com essas 27 mulheres como podemos apoiá-las e dar a elas acesso ao que precisam para serem empreendedoras bem-sucedidas. Depois do Haiti, o objetivo é levar o projeto em comunidades ao redor do mundo. Mas ainda estamos aprendendo.

    - Quais são as maiores necessidades das mulheres no Haiti?

    Uma das maiores necessidades que podemos observar tem relação com a falta de dinheiro do próprio país. Temos, por exemplo, mulheres que produzem roupas. Mas o mercado delas é muito limitado. Então estamos trabalhando, nos Estados Unidos, para criar um marketplace para que possamos importar esses bens, o que vai abrir um grande mercado em potencial para elas.

    - O projeto pode vir para o Brasil também?

    Sim, tenho uma grande amiga que está expandindo seus negócios por aqui. E ter uma rede de contatos local é bom, porque assim já tenho uma infraestrutura melhor com que trabalhar quando vier ao país.

    - Quais são suas impressões sobre o cenário empreendedor no país?

    Essa é a minha terceira visita (as anteriores foram em junho de 2011 e em novembro de 2012). Eu sei que preciso passar mais tempo aqui, mas posso dizer que o Brasil é um dos mercados mais quentes para empreendedores. Em energia renovável, por exemplo, há um grande mercado em potencial. Investidores americanos estão criando fundos aqui no Brasil. Todos os empreendedores com quem conversei durante minhas vindas ao país demonstram que querem ser bem-sucedidos. E o dinheiro começa a aparecer. Então quando você tem essas duas coisas juntas, sem dúvida haverá crescimento de empreendedores no país.

    URL: http://glo.bo/ZEErnP / Notícia publicada em 22/03/13 - 9h21  / Atualizada em 22/03/13 - 9h50

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    24 de março de 2013

    O impacto da entrada das mulheres no mercado de trabalho

    Por Carla Bottino

    Já que estamos no mês de comemoração do Dia Internacional da Mulher gostaria de dedicar esse comentário às mulheres que têm transformado o mundo dos negócios.

    De um tempo pra cá - e não faz tanto tempo assim – as mulheres têm conquistado posições de destaque no mercado de trabalho e têm deixado uma marca, bastante feminina, no mundo dos negócios.

    Homens e mulheres são diferentes. No final dos anos 90 John Gray escreveu o livro “Homens são de marte e as mulheres são de Vênus” apresentando homens e mulheres como habitantes de diferentes planetas e que por isso, possuem além de um idioma próprio, regras de comportamento específicas de cada planeta.

    Há quem diga que, no mundo empresarial, os homens focam nos resultados e as mulheres influenciam no processo. Os homens têm a visão focada, as mulheres a visão sistêmica. De fato eles são diferentes, mas quando trabalham em equipe, se complementam.

    Atualmente fala-se na feminização do mercado de trabalho, isto é, a valorização de características femininas, tais como: a) a capacidade de exercer várias funções ao mesmo tempo, de cuidar de várias coisas ao mesmo tempo e b) a facilidade de ouvir e de se relacionar com os vários membros da equipe e a preocupação com as pessoas que estão próximas. Além disso, as mulheres são mais sensíveis, elas sabem que  o mercado precisa ser analisado e sentido.

    Tais características fazem parte do universo feminino, construído ao longo do tempo, e são, ainda hoje, reforçadas pela educação tradicional. Desde crianças, as meninas brincam com a casinha inteira enquanto que os homens precisavam se contentar com a garagem. As meninas podiam chorar quando estavam chateadas ou por qualquer razão bobinha, já os meninos cresceram ouvindo que “homem não chora”. Além disso, mesmo as mulheres que não são mães aprenderam com as suas mães a mediar os conflitos em casa e, por isso tendem a ser e estar mais disponíveis para os membros da sua equipe de trabalho.

    Vale lembrar que, cada vez mais os homens têm procurado desenvolver essas características – consideradas femininas, mas muito  valorizadas no mercado de trabalho – e essa transformação no mundo dos negócios é um dos impactos da entrada da mulher no mercado de trabalho e do alcance de posições de liderança.

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    23 de março de 2013

    O papel das mulheres na sociedade atual

    Por Carla Bottino

    No mês em que se comemora o Dia Internacional das mulheres vou dedicar os posts a elas, ou melhor, a nós!

    Pois bem, e qual é o papel na mulher na nossa sociedade? O que é esperado das mulheres atualmente? É de fato muito difícil responder de forma adequada, precisa, ou generalizada sobre “qual é o papel das mulheres”, mas é possível afirmar que são muitas as expectativas e maiores ainda são as cobranças que vem de fora (dos outros) e aquelas que as próprias mulheres se impõem.

    A mulher de hoje precisa trabalhar fora, precisa ser financeiramente independente, mas precisa ter tempo para cuidar da casa do marido e dos filhos. Ela também precisa se cuidar – fazer ginástica, ir ao salão de cabeleireiro, estar na moda, ter tempo para as saídas com as amigas etc. São as mulheres de mil e um papéis.

    Mesmo aquelas que optam por um estilo de vida diferente – ou porque preferem não trabalhar fora para cuidar dos filhos pequenos ou, ao contrário,  preferem investir na sua carreira profissional e não ter filhos, ainda precisam se explicar, dar justificativas para os outros. Costumo dizer que a vida moderna não é muito justa com as mulheres ….

    O melhor momento para a carreira deslanchar é também o melhor momento para investir na maternidade. Para as que optam pelas duas alternativas, as dúvidas são muito freqüentes. Será que estou dando conta do meu papel no trabalho, em casa, na família? Será que não estou priorizando um lado em detrimento do outro?

    Em função da data comemorativa de 8 de março a mídia nos faz refletir sobre essas questões trazendo histórias de vida mulheres que se destacam nas suas escolhas. Dedico esse post a todas as mulheres que conseguem, nas 24 horas do dia (ou em parte delas), dar conta de todos os seus afazeres – sejam eles quais forem.

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    23 de março de 2013

    Março - o mês das mulheres

    Por Carla Bottino

    No mês de março, mais precisamente no dia 8, é comemorado o Dia Internacional das Mulheres e por isso quero deixar os parabéns a todas as mulheres que de alguma forma contribuem ou já contribuíram para o desenvolvimento de empresas e de empreendedores; em especial …

    - às mulheres empreendedoras, que estão a frente de um negócio;

    - às mulheres de fibra, de que estão a frente de uma família - mães ou esposas de empreendedores;

    - às filhas dos empreendedores - sucessoras, herdeiras ou apenas meninas que ainda não entendem porque seus pais trabalham tanto; e,

    - às funcionárias, mulheres que trabalham, vestem a camisa da empresa e fazem parte de uma engrenagem que não pode parar.

    Essa é apenas uma homenagem para quem faz tanto todos os dia.

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